



Ayabá é uma palavra de muitos significados. Ela vem do iorubá, língua falada por muitos dos que foram roubados durante a diáspora. Ayabá é uma forma de prestar respeito, é um título de nobreza; Ayabá é um louvor dedicado às orixás femininas responsáveis pela fecundidade, riqueza e feminilidade.
Ayabá significa mãe rainha. Mas não qualquer mãe. Ayabás são as mães negras, as mães retintas, aquelas que tiveram suas ancestralidades roubadas e, ainda assim, exercem o papel de chefes de famílias. Grandes matriarcas, assim como suas ancestrais do berço meridional.
Em uma busca dessa ancestralidade de mulheres pretas contemporâneas, que vivem e resistem com uma dualidade de preconceitos, precisando se reafirmar e construir caminhos diariamente para conquistar o respeito que muitas vezes lhes é negado, o projeto pretende evidenciar personagens femininas pretas que ajudam a construir a identidade cearense.
Mesmo com o protagonismo na luta do movimento abolicionista, a terra da luz, nome dado devido à abolição da escravidão ter chegado primeiro por aqui, possui um histórico de apagamento da cultura negra local. O Ceará é o estado nordestino com a menor população autodeclarada negra. E ainda se escuta pelas ruas um discurso de que não existem negros no estado.
O Especial Ayabás reforça a importância de trazer destaque a mulheres negras chefes de suas famílias, pois são elas que iluminam essa terra e edificam um futuro para todos os filhos da diáspora, retintos ou não.
Editorial
Por Eduardo Silva
& Natielly Silva

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Produzido por:
Natielly Silva

Produzido por:
Eduardo Silva

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